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Economia Política 2: Análise Dinâmica




 

No primeiro texto trabalhamos com o conceito de Modo de Produção, agora vou demonstrar como isso pode ser usado para fazer uma análise dinâmica.

Peguemos o conceito de modo de produção, em sua base se encontram as forças produtivas, forças estas que fazem surgir as relações de produção. Mas este movimento não é unilateral, muitas vezes as RP (relações de produção) influenciam as FP (forças produtivas), acelerando ou entravando o seu movimento.

 

 



 

Eles guardam uma relação entre si, de conteúdo e forma, que são duas categorias da lógica dialética, tema que será abordado futuramente. Portanto, o conteúdo (força produtiva) deste fenômeno que estamos analisando, é dinâmico, e está em constante movimento.

Sempre que as forças produtivas se transformam, novas relações de produção vão surgindo. Quando essas RP estão de acordo com as FP, elas se estimulam. Quando não estão de acordo, se desestimulam. O resultado deste conflito é que o conteúdo irá destruir a forma que impede seu desenvolvimento, e criando outra.

 

 



 

Passamos agora para outro conceito necessário para nosso entendimento, o de Formação Econômico-Social. Diferente do modo de produção, que é regido apenas por conceitos econômicos, na formação econômico-social é introduzido outros elementos do âmbito da política e da ideologia.

A relação de produção irá se transformar e ser denominada de base econômica, portanto relações de produção e base econômica, são o mesmo conceito. O primeiro é usado quando se fala no modo de produção e o segundo quando se fala em formação econômico-social.

 

 



 

A base econômica irá criar o que chamamos de superestrutura. É dentro da esfera da superestrutura que se encontra a política, o estado, a justiça, o aparelho jurídico, partidos políticos, conceitos éticos e morais, e todos elementos da ideologia.

Da mesma maneira que no caso anterior, a relação entre base econômica (conteúdo) e superestrutura (forma) é bilateral. A base determina a superestrutura, e a superestrutura age de volta na base, condicionando seu desenvolvimento. O conteúdo, sendo a parte mais dinâmica do fenômeno, quando muito distante da superestrutura, a destrói para o surgimento de uma nova.

 

 



 

Conclusão

Agora possuímos ferramentas para uma análise mais global da sociedade. Podemos encontrar países que utilizam o modo de produção capitalista, mas em sua formação econômico-social possua elementos completamente variados, desde sistemas democráticos até sistemas ditatoriais.

 


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